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Estudos de Viabilidade de Negócios

Zj-Cj, ao serviço do cliente com "rigor e qualidade"

Andrade Lino
24/7/2017

Andrade Lino

Andrade Lino é redator e fotógrafo do Canal ONgoma. Com uma forte sensibilidade artísica, nas artes visuais e música, concilia o trabalho com o curso superior de Língua Portuguesa e Comunicação.

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Com o apoio e colaboração de ex colegas da Faculdade de Economia da Universidade António Agostinho Neto, João Quiçama funda a Zj-Cj, uma empresa que presta serviços no ramo de consultoria, na vertente de estudos de viabilidade, projectos de negócios e investimentos, no intuito de dar vida às muitas ideias que foram criando e partilhando enquanto estudantes.

“Zj-Cj é uma expressão de investigação operacional, onde as variáveis “Z” e “C” são matrizes que, quando a diferença entre elas é positiva, significa que há uma interacção óptima. Então, em função da boa interacção existente no seio do nosso grupo, nós escolhemos essa expressão para servir de nossa identidade, acreditando que a nossa acção poderá gerar algo positivo”, explicou.

 “Nós, enquanto colegas, depois de termos terminado a faculdade, continuamos interligados de uma ou de outra forma. Eu, no caso, tive a iniciativa de criar um grupo via WhatsApp, onde fomo-nos actualizando sobre as várias abordagens a nível económico que vão surgindo pelo mundo, além dos nossos encontros físicos. No entanto, ocorreu a ideia de construir algo de grande impacto para nós e que nos trouxesse algum retorno, isso há um ano. Hoje, procurámos elevar um pouco mais aquilo que foi a nossa prestação enquanto colegas de faculdade, fazendo algo nosso, com base naquilo que aprendemos e contribuir para o crescimento da sociedade com o conhecimento”, relatou.

Constituição

De acordo com a fonte, os sócios estão, actualmente, a preparar a entrada gradativa ao mercado, porque prestaram muita atenção à legalização. “É em função disso que demorámos algum tempo a estar no activo, pois achámos ser muito importante, sendo que, se decidíssemos entrar de forma ilegal, estaríamos a ir contra um dos princípios que nós, enquanto consultores, defendemos, que é fazer um plano antes de realizar um negócio”, precisou.

Grande parte dos sócios que compõem a startup são antigos colegas, sete, no caso,  e conta ainda com mais dois colaboradores, que perfaz um total de nove pessoas envolvidas no projecto.

Contudo, a organização é formada por um grupo de sete economistas, um engenheiro informático e um desenhador projectista em fase de inserção.

João Quiçama garante que as ferramentas que usam os permite fazer um estudo de viabilidade num curto espaço de tempo. 

“Nós funcionamos nas áreas de projectos, comercial, administração, contabilidade e finanças. Por ora, não temos ainda uma área jurídica, algo que pretendemos incluir. Temos uma estrutura organizacional já bem definida e com as pessoas alocadas nas mesmas, sendo que nalgumas existem duas a actuar, para, na ausência de uma, a outra poder responder”, realçou.

A Zj-Cj encontra-se sediada na Centralidade do Kilamba, Quarteirão Z, Edifício. A empresa também partilha um escritório com a IT Muxima, um centro de formação de cursos na área informática, onde muitos dos seus trabalhos têm sido desenvolvidos. “Ficámos durante muito tempo a trabalhar na estrutura interna e organização dos documentos enquanto empresa, e tivemos que criar nós mesmos as nossas ferramentas de trabalho”, acrescentou João Quiçama que aproveitou explicar que Zj-Cj está disponível para atende todo o tipo de cliente.

“Em função de uma solicitação de um cliente, que queira que façamos um estudo de viabilidade económica de um projecto que o mesmo tenha, nós vamos para o mercado e fazemos o levantamento da informação que suporta aquele negócio, que tem que ser actualizada, independentemente da complexidade do próprio estudo. O tratamento dessa informação passa muito em analisar, na vertente de mercado, se é viável, do ponto de vista do próprio contexto nacional e do próprio investidor implementar aquele negócio, fazendo, desse modo, uma análise dos pontos fracos, fortes, ameaças e oportunidades, usando algumas ferramentas que nós mesmos desenvolvemos, através da qual os indicadores económicos são levados em conta para garantir se um projecto é viável ou não”, abordou o empreendedor.

Um serviço diferenciado

“Nós fornecemos os nossos serviços, por exemplo, para grande parte de clientes que querem solicitar um financiamento bancário para começarem as suas actividades e entretanto acredito que a nossa  economia apresenta aberturas para financiamento de projectos, mas há que ver que tipo de projectos.

João Quiçama garante que as ferramentas que usam os permite fazer um estudo de viabilidade num curto espaço de tempo. “Temos uma forma diferente de fazer esse estudo a nível do mercado, que acreditamos ser diferente de alguns concorrentes. Nesse diapasão, vimos que existem realmente outros fornecedores desse tipo de serviços, mas, pessoalmente, já tive contacto com alguns produtos e não são aquilo que, na posição de cliente, daria resposta às minhas necessidades, porque não apresentam propostas de valor que nós estamos a trazer ao mercado, resposta atempada à solicitação do cliente, rigor científico e qualidade”, afirmou.

João Quiçama defende que, “numa época em que a economia está a tentar sair dum marasmo, a única maneira de tornar isso possível é produzindo, mas antes projectar o quê e como produzir”.

“Nós fornecemos os nossos serviços, por exemplo, para grande parte de clientes que querem solicitar um financiamento bancário para começarem as suas actividades e entretanto acredito que a nossa  economia apresenta aberturas para financiamento de projectos, mas há que ver que tipo de projectos. É verdade que algumas instituições têm já os seus clientes preferidos, mas o mercado está aberto, é apenas uma questão de nós entrarmos”, acreditou.

De acordo com a fonte, os sócios estão, actualmente, a preparar a entrada gradativa ao mercado, porque prestaram muita atenção à legalização. “É em função disso que demorámos algum tempo a estar no activo, pois achámos ser muito importante, sendo que, se decidíssemos entrar de forma ilegal, estaríamos a ir contra um dos princípios que nós, enquanto consultores, defendemos, que é fazer um plano antes de realizar um negócio”, precisou.

Neste ponto, o responsável referiu que “a forma determinada com que se começa algo faz com que as dificuldades vão caindo”, tendo então referido que a maior dificuldade a enfrentar foi a coesão de equipa.

“Nós temos trabalhado muito nisso, pois, não obstante sermos colegas, identificámos que precisávamos de estar mais ligados, ter uma sincronização bem mais afinada, porque só estando devidamente unidos é que podemos responder às solicitações dos nossos clientes”, afirmou o director da Zj-Cj e avançou que, nesse momento, a startup está a trabalhar já na criação de uma página web para maior divulgação dos seus serviços.