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Empreendedorismo

“Os jovens têm que ter as ideias bem definidas”, afirma geógrafo Dinis Miranda

Andrade Lino
26/7/2017

Andrade Lino

Andrade Lino é redator e fotógrafo do Canal ONgoma. Com uma forte sensibilidade artísica, nas artes visuais e música, concilia o trabalho com o curso superior de Língua Portuguesa e Comunicação.

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Andrade Lino

Na sequência da primeira Maratona de Ideias, realizada pela Hedging Consult, o geógrafo Dinis Miranda afirmou que os jovens têm que ter as ideias bem definidas, sendo que só com esse pressuposto poderão ter mais motivação de executar os seus projectos.

“Eu reparei que os jovens têm muitas ideias e uma grande vontade de fazer acontecer as coisas, mas são poucos com ideias concretas. Penso que lhes  falta um rumo para definirem as próprias ideias e objectivos”, realçou.

"O meu papel aqui é, numa pequena conversa, tentar perceber as motivações, sonhos, ideias e expectativas que cada um deles tem e tentar direccioná-los para algo que vá ao encontro àquilo que eles anseiam"
Dinis Miranda foi o responsável pelo agrupamento de Engenharia e Agronegócios, na Maratona de Ideias

O especialista acrescentou que essas ideias precisam passar por um processo de polimento porque nem todas são exequíveis e relevou a importância de os jovens terem que se conhecer, entender a si mesmos e ir à busca da própria criatividade e posteriormente pô-la em prática.

“Há que ter a ideia de que saímos da universidade com muita formação teórica, porém essa não nos abre de imediato ao mercado de trabalho ou à criatividade”, reforçou Dinis Mirando, tendo sublinhado que “é preciso antes um complemento que é conseguido com anos de experiência e trabalho, úteis para desenvolver as capacidades que cada um  tem ou consegue atingi-las em menos tempo”.

Responsável pelo agrupamento de Engenharia e Agronegócios, Dinis Miranda afirmou que há todo um interesse de os jovens empreenderem nessa área, e defende ser este um dos pontos que precisam de ser  explorados para se diversificar a economia.

“O meu papel aqui é, numa pequena conversa, tentar perceber as motivações, sonhos, ideias e expectativas que cada um deles tem e tentar direccioná-los para algo que vá ao encontro àquilo que eles anseiam, porque às vezes os jovens têm o potencial escondido e esse, logo, precisa de ser agarrado e trabalhado”, declarou.

Finalmente, o geógrafo afirmou que é preciso apoiar todas as ideias, principalmente as válidas, e incrementar o empreendedorismo e inovação no seio da juventude.

“Acredito que os jovens, apesar de terem ainda muito que aprender, estão num bom caminho, só precisam de olhar para as oportunidades e saberem agarrá-las”, concluiu.