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Empreendedorismo

Lúcia Stanilas defende maior preparação dos jovens que pretendem iniciar seus negócios

Andrade Lino
1/8/2017

Andrade Lino

Andrade Lino é redator e fotógrafo do Canal ONgoma. Com uma forte sensibilidade artísica, nas artes visuais e música, concilia o trabalho com o curso superior de Língua Portuguesa e Comunicação.

Foto por:
Njoi Fontes

Os jovens devem criar e cultivar uma mentalidade adequada, para que possam ter domínio e auto-confiança naquilo que pretendem fazer a nível de negócio e acreditar que é possível, afirmou Lúcia Stanilas, em Luanda, por ocasião da Maratona de Ideias, realizada recentemente no Memorial Dr. António Agostinho Neto.

A empreendedora, que foi responsável pelo agrupamento de coaching sobre Prestação de Serviços naquele evento, acrescentou que “os jovens têm aspirações, mas ainda não têm um foco definido”.

 “O empreendedor tem que aprender continuamente a dançar ao ritmo do mercado em si e criar o elemento de adaptabilidade dentro deste. Não podemos parar de fazer as coisas só por saber que existem impedimentos, mas estar preparados e continuar a mover o barco para frente”, observou.
 Agrupamento de coaching sobre Prestação de Serviços na Maratona de Ideias

“Perguntei-lhes sobre os seus sonhos e o que queriam fazer, e a abordagem que faziam era sempre mais macro, ou seja, opiniões que eles criam à volta do empreendedorismo usando indicadores genéricos. Então, tentei puxar por eles, de maneira que pudessem fazer introspecções para melhor posicionamento, porque não recebia um feedback tão positivo”, relatou, em entrevista ao Acelera Angola.

Entretanto, Lúcia Stanilas afirmou  que a primeira preparação a ter em conta é a pessoal, porque “os riscos existem sempre, e do ponto de vista de empreendedorismo, tudo começa na pessoa”.

“O empreendedor corre riscos a partir do momento em que não se sente totalmente preparado para a sua carreira. Os outros riscos são aqueles inerentes ao mercado, ao próprio processo de desenvolvimento de um negócio, que, obviamente, com conhecimento adequado, podem ser mitigados. Mas se o indivíduo não estiver preparado, do ponto de vista psicológico, emocional e muitas vezes material, já corre um risco primário, antes ainda de estar devidamente inserido no mercado, para então enfrentar os riscos secundários”, explicou.

.... “mesmo que os jovens tenham sonhos, não existe uma base, suporte ou modelos no qual se possam apoiar, e talvez os mesmos não se dediquem muito à busca de informação”.

Entretanto, Lúcia Stanislas admitiu que “nunca se está totalmente preparado, especialmente no mercado angolano, que é bastante volátil, e nunca se tem os métodos necessários para enfrentar-se essas mudanças. Ainda assim, a mentora afirmou que acredita que os jovens devem ter os princípios que sirvam de alerta para qualquer coisa que possa acontecer.  “Por outro lado, o mundo anda tão rápido que toda preparação é pouca, mas acredito que os jovens estão dispostos e disponíveis, pois nessa época faz mais sentido estar ávido e disponível a fazer as coisas porque a preparação é contínua”, argumentou, tendo referido que, “mesmo que os jovens tenham sonhos, não existe uma base, suporte ou modelos no qual se possam apoiar, e talvez os mesmos não se dediquem muito à busca de informação”.

Em conclusão, Lúcia Stanilas precisou que os obstáculos estarão sempre presentes, mas é dever do empreendedor quebrá-los ou contorná-los. “O empreendedor tem que aprender continuamente a dançar ao ritmo do mercado em si e criar o elemento de adaptabilidade dentro deste. Não podemos parar de fazer as coisas só por saber que existem impedimentos, mas estar preparados e continuar a mover o barco para frente”, observou.