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Empreendedorismo

“Empreender não é para todo mundo”, afirma Érika Gonzaga, especialista em gestão de negócios

Andrade Lino
31/7/2017

Andrade Lino

Andrade Lino é redator e fotógrafo do Canal ONgoma. Com uma forte sensibilidade artísica, nas artes visuais e música, concilia o trabalho com o curso superior de Língua Portuguesa e Comunicação.

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Érika Gonzaga, profissional em Gestão de Negócios, afirmou que “empreender não é para todo mundo”, pois “é uma questão de perfil”, sendo que “existem pessoas que nasceram para trabalhar para outrem e são felizes com isso”. 

Em entrevista ao ONgoma, a palestrante da Maratona de Ideias, evento de empreendedorismo ocorrido recentemente em Luanda, argumentou que “quem tem espírito empreendedor deve ser incentivado a seguir o que nasceu para fazer, pois pode frustrar-se sendo funcionário de alguém”. Mas, realçou, “se criar o seu próprio negócio, ainda que de imediato não tenha um grande lucro, sentir-se-á bem com aquilo, e dessa forma terá muito mais facilidade em fazer aquele negócio crescer”.

“A ideia da palestra esteve centrada em ferramentas de criação de negócios, ferramentas corporativas a aplicar na vida pessoal, fazendo um planeamento estratégico do que se pretende alcançar a curto, médio e longo prazo”, reforçou.

Formada também em Relações Públicas, Érika Gonzaga, disse ainda que é uma questão de haver oportunidade para todo mundo, seja para quem pretende prestar serviços a outrem, como para quem almeja trabalhar numa iniciativa própria, e, que para isso,  “o jovem precisa é de ter acesso à educação de qualidade, ao conhecimento, parcerias e boas iniciativas para se desenvolverem”.

A especialista, de nacionalidade brasileira, residente em Luanda há 10 meses, disse que Angola não tem todas as condições próprias para se obter rendimento de um negócio próprio em fase embrionária, porque o custo dos produtos são muito altos e as políticas para facilitar o empreendedorismo não são amplas, mas está claro, na sua visão,  que existe um campo de oportunidades.

“De imediato,  eu vejo uma oportunidade no campo de prestação de serviços. Noto que o cliente ainda não é tão valorizado como deveria. Portanto, precisa-se de pessoas capazes  de cuidar do cliente, de maneira a que ele retorne sempre e traga outras pessoas. Digamos que Luanda é uma província pequena, onde todo mundo se conhece. Então, se prestar-se um bom serviço, o trabalho rapidamente se espalha”, explicou.

Paralelamente, disse que, não obstante haver demanda, não existe quem atenda às necessidades, mesmo ao nível dos serviços básicos. “Portanto, para os jovens, ainda existe uma possibilidade muito grande de criação de novas ideias e de apresentá-las ao mercado”, referiu.

Formada também em Relações Públicas, Érika Gonzaga, disse ainda que é uma questão de haver oportunidade para todo mundo, seja para quem pretende prestar serviços a outrem, como para quem almeja trabalhar numa iniciativa própria, e, que para isso,  “o jovem precisa é de ter acesso à educação de qualidade, ao conhecimento, parcerias e boas iniciativas para se desenvolverem”.

Na sua apresentação, Érika Gonzaga abordou o tema “Como criar o seu Marketing Pessoal”, onde destacou pontos como a maneira como um  indivíduo gostaria de ser visto no mercado de trabalho ou planeia-se para que os seus objectivos, com base na sua marca. 

“A ideia da palestra esteve centrada em ferramentas de criação de negócios, ferramentas corporativas a aplicar na vida pessoal, fazendo um planeamento estratégico do que se pretende alcançar a curto, médio e longo prazo”, reforçou.

Relativamente à Maratona de Ideias, afirmou que esse tipo de iniciativas deve estar inteiramente ligados às universidades, pois “é na academia onde os indivíduos são treinados a ter um pensamento crítico, porque é um local próprio para criações”.

“Penso que se deveria potencializar isso de alguma forma, sendo que quando o jovens estão nas universidades gastam grande parte da sua vida a pensar. Imagine pensar mas não ter condições para pôr as ideias em prática? Não sei como são essas relações aqui, mas defendo que deve haver parcerias entre as instituições privadas e as universidades, porque, no final, o que as universidades criam, quem compra são as empresas”, afirmou.