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Comércio

BNIX complementa métodos actuais de pagamento, esclarece gestor do produto

Ana Eduardo Lino
7/8/2017

Ana Eduardo Lino

Foto por:
Andrade Lino

O BNIX, o produto mais recente do Banco de Negócios Internacional (BNI), criado para  “revolucionar” a maneira como se gere o dinheiro, não vem substituir os métodos actuais de fazer pagamento, mas complementá-los, esclareceu Herson Loth, director do Gabinete de Apoio ao BNIX.

“Encontrámos algumas debilidades nas formas actuais de fazer pagamento. Então, a intenção é inovar cada vez mais. Por exemplo, quando uma nota rasga na parte do número de série, já não é aceite por nenhum comerciante, o que é inconveniente quando é tudo que se tem a pagar. Os cartões multicaixa, por sua vez, põem-nos em situações intrigantes quando não passam pelo TPA, e por mais que o comerciante seja simpático e peça ao cliente que se dirija ao ATM mais próximo, esse pode também não ter dinheiro”, justificou em declarações ao Acelera Angola.

Operacional desde Novembro do ano passado, esta plataforma de pagamentos móveis, segundo Herson Loth, surge  para suprir as necessidades do povo, no que diz respeito à segurança, sendo que por questões associadas ao risco de vida o dinheiro físico acaba sendo cada vez menos utilizado.

Através de um de um telemóvel com saldo e conta BNIX, o aplicativo permite fazer transferências de valores, consulta de conta e os movimentos feitos durante o dia, “assim como fazer pagamentos de forma rápida, segura e viável, acto no qual se cria um vale em função do valor apresentado na factura”, de acordo com o responsável.

A nível de pagamentos, Herson Loth disse que essa é a plataforma inovadora e mais recente do BNI, idealizada há três anos, mas só lançada em Novembro de 2016 por precisar passar ainda por um ambiente de teste, para garantir que todas as funcionalidades estivessem operantes. “Houve de facto um momento em que ficámos parados, mas foi oportuno o lançamento no aniversário do BNI”, declarou.

Outrossim, afirmou haver uma boa adesão do produto, tanto a nível comercial como a nível de consumo, desde que foi criado. “Estamos com uma média estimada em dois mil clientes por semana. Os comerciantes estão aderir porque sabem fazer ligação ao negócio, percebem que realmente quem inova é quem acaba por estar diferenciado no mercado, e os consumidores, pela segurança que a plataforma apresenta, apreciam todo comerciante que tem esse serviço”, avaliou.

“Estamos a pensar em pagamentos online, mas nesse exacto momento o facto de termos formas de pagamento via telemóvel já diz muito, porque não é o BNI só que acaba por inovar, mas é Angola. No entanto, já nos posicionamos num mercado diferente”, referiu o funcionário BNI entrevistado por altura da FILDA 2017.