Start-ups
Negócios

Aliança Seguros, um compromisso com o futuro

Andrade Lino
31/7/2017

Andrade Lino

Andrade Lino é redator e fotógrafo do Canal ONgoma. Com uma forte sensibilidade artísica, nas artes visuais e música, concilia o trabalho com o curso superior de Língua Portuguesa e Comunicação.

Foto por:
Andrade Lino

A Aliança Seguros é uma empresa comparticipada do Banco de Negócios Internacional (BNI) e foi criada com o intuito de dar apoio às mais diversas actividades dessa instituição financeira angolana. Com o lema “Uma só casa, uma só família, mais soluções”, de acordo Eufrásio Quicanga, Chefe do Departamento Comercial, a startup é “uma aliança que os clientes fazem com o futuro, na perspectiva de poderem realmente ter uma relação de compromisso, e sabendo que vão ser servidos com qualidade”.

Eufrásio Quicanga explicou que  a seguradora abriu as portas ao público apenas agora em Julho, e que já está a comercializar os seus produtos, que são os seguros obrigatórios, como o seguro automóvel e de assistência de trabalho, porém também tem os produtos facultativos, nomeadamente o multirrisco, habitação, comércio e indústria.

“A nossa maior motivação é prestarmos o melhor serviço ao cliente e este olhar-nos como referência no mercado segurador”, declarou, sendo que, por outro lado, Eufrásio defende um atendimento personalizado à medida que os clientes vão entrando “para que nenhum deles se sinta um estranho”.

Entretanto, além do departamento comercial, a Aliança Seguros conta com uma Área de Marketing, um departamento financeiro, IT, uma estrutura para os administradores, um departamento de subscrições, que engloba análise de riscos,   e um departamento de sinistros, explicou a fonte do Acelera Angola, tendo explicado que o projecto começou com duas pessoas e conta agora com catorze profissionais envolvidos, fruto de um recrutamento que começou há um ano, e pretende desde já estar distribuído pelas demais agências BNI.

“Em todos os locais onde estiver o BNI, estará a Aliança Seguros”, realçou o responsável, segundo o qual apostar na eficiência, na confiança e educação do cliente, assim como na prestação de melhores serviços possíveis, são alguns dos valores que a empresa tem como foco de responsabilidade social.

“A nossa maior motivação é prestarmos o melhor serviço ao cliente e este olhar-nos como referência no mercado segurador”, declarou, sendo que, por outro lado, Eufrásio defende um atendimento personalizado à medida que os clientes vão entrando “para que nenhum deles se sinta um estranho”.

Essa startup, acrescentou, surge como uma mais-valia para os clientes do BNI, isto é, o banco apoia a empresa nas suas mais diversas actividades e vice-versa, particularmente na disponibilidade de a seguradora servir o seu público.

“É possível que sejamos a vigésima quinta seguradora no mercado, mas não estamos ainda a fazer um estudo de posições no mercado porque começámos agora. Podemos saber o quê que o mercado está a fazer e o que nós estamos a fazer, porém não existe uma comparação exacta em termos de concorrência”, disse.

Investidores e rendimentos

“Estamos num período de crise em que vemos pessoas que podem perder dinheiro de forma repentina, e para que isso seja evitado, as pessoas têm que ter garantias. Imagine que a minha casa incendeie, tenho que ter garantias de que não perco 100% daquilo. Portanto, nesse tempo de crise, é muito difícil começar do zero e é para que isso que serve a seguradora: para que as pessoas não tenham que começar do zero”, reforçou.

Embora se saiba que o BNI é o principal accionista da Aliança Seguros, quando questionado sobre os investimentos, Eufrásio Quicanga que a este nível, a empresa é uma sociedade anónima. “Não posso revelar quem são os accionistas ou investidores que estão no processo, mas posso dizer que temos uma boa margem. Não estamos a começar do zero porque temos como nosso primeiro cliente o próprio banco. Estamos, então, a começar com uma rede e base de dados que o próprio banco nos pode oferecer para que possamos atacar o mercado”, referiu.

Em relação a rendimentos, o co-fundador da seguradora revelou haver um crescimento de 110%, sendo que em menos de um mês foram ultrapassadas as metas de apólices, ou seja, “o crescimento é exponencial”, referiu.

Eufrásio Quicanga avalia esse primeiro mês de trabalho como sendo muito proveitoso, primeiramente porque a equipa tem-se surpreendida com os resultados. “Estamos contentes com o que estamos a fazer porque os clientes que têm sido servidos por nós têm dado um feedback muito positivo”, manifestou, porém explicou que o mercado angolano ainda não está muito dentro da cultura de seguros e é aí onde reside um dos maiores constrangimentos do negócio.

“Mas, em contrapartida, foi elaborada uma estratégia que vai desde educar o cliente, e de forma transparente, a mostrar-lhe que o objectivo da seguradora é protegê-lo a si, à sua família, seus bens e tudo que é do seu interesse, relevando as vantagens e desvantagens de ter e não ter um seguro”.

“Estamos num período de crise em que vemos pessoas que podem perder dinheiro de forma repentina, e para que isso seja evitado, as pessoas têm que ter garantias. Imagine que a minha casa incendeie, tenho que ter garantias de que não perco 100% daquilo. Portanto, nesse tempo de crise, é muito difícil começar do zero e é para que isso que serve a seguradora: para que as pessoas não tenham que começar do zero”, reforçou.

O gestor avançou que a empresa tem o seu site já em construção e brevemente já estará no ar. Ademais, dispõe actualmente de uma conta no Linkedin e uma página no Facebook “Aliança Seguros de Angola”, além de vários outros canais complementares de publicidade e frisou que tem abrangido uma boa margem de pessoas. “Mas o principal meio de divulgação que queremos explorar é o ‘de boca em boca’”, afirmou.